Manifesto da FeSBE enviado ao Ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicação e ao Presidente do CNPq

A SBFis apoia o manifesto da FeSBE e pede ao Governo Federal providências urgentes para o estabelecimento de orçamento compatível e regular à pesquisa científica.

Um país que não investe em educação e ciência está condenado à pobreza e ao subdesenvolvimento.

Abaixo, mensagem enviada pelo Presidente da FeSBE e o manifesto enviado enviado ao Ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicação e ao Presidente do CNPq .
"Prezados,
Em anexo, encaminhamos para sua apreciação e dos filiados à Sociedade a qual preside atualmente, o manifesto enviado ao Ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicação e ao Presidente do CNPq referente aos problemas resultantes do não atendimento aos projetos aprovados no Edital Universal 2016.
Gostaríamos de solicitar que manifestação similar de cada Sociedade filiada fosse feita ao Ministério e às agências de fomento para caracterizar a seriedade do problema e a nossa preocupação com o futuro das atividades acadêmico-científicas (pesquisa e formação de recursos humanos pós-graduados) em nosso país. Precisamos mostrar que o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de onde saem os recursos para pesquisa, desenvolvimento e formação de recursos humanos pós-graduados, não sofra com contingenciamentos, e que os recursos que ali aportarem não sejam mais perdidos. Que o FNDCT seja um fundo monetário para que os recursos ali lançados não possam ser recolhidos de volta aos cofres do tesouro nacional com o balanço financeiro,  ao final de cada ano.
Outrossim, pedimos encarecidamente que seja esse manifesto a base para que os sócios enviem manifestação similar a Deputados e Senadores que conheçam, reforçando nossa preocupação. Mantido o nosso SILÊNCIO atual, corremos o risco de ver naufragar todo o esforço feito nesse país com relação à pesquisa e a pós-graduação, atividades sem as quais veremos minguar o nosso crescimento.
Sabemos que, sem o investimento em novos conhecimentos e tecnologias ,vamos ficar dependentes de outros países, mendigando necessidades para nossa evolução e crescimento. Ou seja, seremos sempre, escravos da tecnologia alheia.
Precisamos mostrar, de modo muito claro, que os países que investem pesadamente em ciência e tecnologia, são os MAIS PODEROSOS e MAIS RICOS, e nós, que estamos atingindo esse limiar, iniciamos agora a rota contrária: a perda de todo o investimento realizado ao longo de tantos anos. É necessário que nossos dirigentes entendam que o país de seus filhos e netos continuará a ser do TERCEIRO MUNDO, se não reverterem esse quadro atual.  O QUE NÓS PEDIMOS NÃO SÃO BENESSES, MAS CONDIÇÕES PARA TRABALHAR, ALAVANCANDO, CADA VEZ MAIS, O BRASIL NO SENTIDO DO PROGRESSO.
Na expectativa de contar com o apoio de todos vocês, firmo-me.
Atenciosamente
Dalton Valentim Vassallo
Presidente da FeSBE"

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